Apesar da difusão crescente no Brasil, ainda há muitas dúvidas acerca da hipnose clínica, uso científico da técnica para melhorar a saúde e a qualidade de vida do ser humano. A seguir, destacamos as perguntas mais frequentes relacionadas ao tema:

Qualquer pessoa pode ser hipnotizada?
A hipnose é um estado natural do ser humano. Então, qualquer pessoa que não tenha qualquer tipo de alteração cognitiva, pode ser hipnotizada, desde que ela queira. Os pacientes possuem perfis diferentes (uns convencionais, outros autoritários) e a técnica é adaptada a cada um deles, respeitando a individualidade, os valores, as crenças, entre outros. Para que o tratamento tenha resultados satisfatórios, a confiança entre o cliente e o profissional é fundamental.

A hipnose pode auxiliar em quais tipos de tratamento?
A técnica pode ser utilizada nos mais diversos tratamentos de saúde. Os medos (de dentista, barata), fobias, ansiedade, vícios (como o cigarro) e emagrecimento são os mais comumente tratados com a utilização da hipnose.

Em quais casos a hipnose clínica não pode ser indicada?
Pessoas que apresentem qualquer tipo de problema cognitivo, ou seja, que comprometa de alguma forma o funcionamento cerebral, não podem ser tratadas com o uso da técnica. Doença de Alzheimer, onde o paciente perde funções mentais devido ao comprometimento de neurônios, é um exemplo, assim como a síndrome de Down e o autismo.

Existe um limite de idade para se submeter ao tratamento?
Não. Crianças, jovens, adultos e idosos, independente do sexo podem ser tratados com hipnose clínica, caso não tenham nenhum tipo de comprometimento cerebral. As crianças, inclusive, estas são hipnotizadas mais facilmente. Quando elas estão assistindo desenho animado, por exemplo, ficam vidradas a ponto de achar que são o personagem, absorvendo as falas e trejeitos.

É possível ficar preso no transe?
Não. O transe é um estado alterado de consciência que permeia entre a vigília e o sono. As pessoas não ficam inconscientes, nem alheias ao que esteja ao seu redor quando estão em uma sessão de hipnose. Um bom exemplo prático e rotineiro: quando uma pessoa está dirigindo e entra no “piloto automático”, pensando em outras coisas menos no ato de dirigir, significa que está em transe. No entanto, esse estado não impede que o carro seja conduzido porque o indivíduo continua consciente.

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