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Reconhecida no Brasil pelos Conselhos de Medicina, Fisioterapia, Odontologia e Psicologia, a hipnose clínica é utilizada no auxílio do tratamento das mais variadas patologias. São os pacientes com quadros de depressão, medos, ansiedade e fobias que mais costumam procurar esse tipo de terapia alternativa. No entanto, outros quadros clínicos, a exemplo das pessoas portadoras de dor crônica e aguda, também podem ser beneficiadas a partir do uso da técnica nos mais diversificados e complexos casos.

De acordo com a Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED), aproximadamente 30% da população já apresentou um quadro relacionado à dor em alguma fase da vida, afetando em principal as regiões da cabeça, peito, costas e pernas. As dores, sejam se origem física ou emocional, são classificadas como crônicas quando persistem por períodos longos e não desaparecem com o uso de medicamentos, comprometendo a saúde e a qualidade de vida das pessoas uma vez que, a depender da intensidade, pode causar sofrimento e comprometer a execução de atividades cotidianas.

Representada pela SBED no Brasil, A International Association for the Study of Pain (IASP) informou através de relatório, no ano de 2010, que cirurgias (de todos os tipos), traumatismos e acidentes, queimaduras, mucosite oral em radioterapia e quimioterapia, parto, dor de cabeça, cólica menstrual e dores de dente são as condições e doenças que integram o cotidiano e causam dor aguda. Além disso, a ansiedade, medo, depressão, suicídio, alterações do sono e dependências de medicamentos são algumas das complicações que podem atingir os pacientes e potencializar o problema.

Os avanços na área da neurociência permitiram perceber que é possível acessar o cérebro por meio da hipnose beneficiando pessoas que apresentam situações de dor aguda e crônica. A comunicação hipnótica é considerada totalmente segura, livre de medicamentos e não é invasiva, podendo ser aplicada de diversas formas na estimulação do organismo humano, considerando as especificidades de cada quadro clínico.

O indivíduo que sofre com dor crônica armazena essa experiência na memória, fato que contribui para um novo episódio futuro. O hipnoterapeuta, a partir da comunicação com o inconsciente consegue fazer com que o corpo produza substâncias que agem como analgésicos a exemplo da endorfina, uma substância natural produzida pelo cérebro e responsável por promover a sensação de bem estar, diminuindo a intensidade da dor e gerando conforto ao paciente que pode, inclusive, não sentir mais qualquer tipo de incômodo ao final do processo. Isso é válido para a dor física. No caso da psicológica, proveniente de algum estresse pós-traumático como a perda de um ente querido, por exemplo, o hipnoterapeuta age ressignificando esse trauma, dando um novo sentido a experiência vivida e solucionando o problema.

É sempre importante lembrar: a hipnoterapia é um processo terapêutico, onde a confiança entre profissional e cliente é de fundamental importância para o êxito do tratamento, independentemente da patologia que será tratada.

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