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Foi na Grécia e no Egito que surgiram os primeiros registros sobre a hipnose. Hoje, países como Estados Unidos, Inglaterra, Itália, Portugal e também o Brasil têm expandido a prática, inclusive no âmbito da saúde. Nessa linha do tempo alguns tipos da técnica foram difundidos, como é possível verificar a seguir:

Hipnose clássica

Impessoal e impositiva, a hipnose clássica traz a ideia central de que a mente atende a todas as ordens impostas pelo hipnoterapeuta ao inconsciente do indivíduo, sobre como proceder em variadas situações. Para isso são feitos testes com o paciente, a fim de verificar o grau de suscetibilidade e definir as sugestões que trariam melhores resultados. Porém, pessoas determinadas e focadas na lógica podem comprometer o processo porque costumam resistir às imposições.

Hipnose Ericksoniana

Criada pelo psiquiatra Milton Hyland Erickson, é diferente da hipnose clássica, uma vez que não depende das sugestões diretas e paternalistas porque é adaptada a individualidade do paciente respeitando seus valores e crenças através de uma linguagem permissiva e paternal. Assim, há menos resistência do inconsciente e o indivíduo consegue acessá-lo e entendê-lo a partir das induções do hipnoterapeuta. A relação de confiança entre o profissional e a pessoa em tratamento é de fundamental importância para que os objetivos sejam alcançados.

Para Erickson, um dos fundadores da Sociedade Americana de Hipnose Clínica (1957), a imaginação e a metáfora formam a linguagem do inconsciente e através dessas ferramentas melhora a vida do indivíduo seja no campo emocional, profissional e/ou pessoal. Dificuldade de relacionamento com outras pessoas, qualidade do sono, aumento da concentração, depressão, medo e ansiedade são alguns dos problemas tratados através da hipnose Ericksoniana.

Hipnose de Palco

Palco iluminado, truques, pessoas imitando galinha, comendo cebola achando que é um doce ou tentando obedecer aos comandos solicitados sem conseguir. Essas são as formas mais comuns de exemplificar a hipnose de palco, cujo objetivo é utilizá-la apenas para o entretenimento do público, misturando mentalismo, mágica, ilusionismo e teatro para completar o cenário. Nessa modalidade, em 70% do tempo utiliza-se a hipnose clássica e, em 30%, a Ericksoniana.

Hipnose Clínica

Com características da hipnose clássica e da Ericksoniana, é utilizada como uma terapia alternativa no tratamento de medos, fobias, insônia, ansiedade, vícios (a exemplo do cigarro), entre outros. No Brasil, médicos, dentistas, fisioterapeutas, terapeutas e psicólogos são os profissionais comumente aptos a desenvolvê-la no dia a dia, desde que estejam devidamente qualificados para o exercício da função, através de cursos de formação específicos. Desempenhada por profissionais sérios e capacitados, a hipnose clínica é mais uma ferramenta potencial e importante na promoção da qualidade de vida e saúde do ser humano.

Auto-hipnose:

Toda hipnose é na verdade uma auto-hipnose, pois é um estado natural do ser humano que experimentamos diariamente. Para mudanças de comportamento e controle emocional pode-se contar com várias técnicas que podem ser aprendidas em cursos teóricos e práticos, através da literatura, sem contar que diversas delas podem ser bem simples e às vezes parecidas com a meditação. Aprender a ter mais confiança em si, autocontrole, ter atitudes positivas e controlar as próprias ações com o objetivo de tornar-se uma pessoa melhor são algumas das possibilidades oferecidas pela auto-hipnose.

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